Daqui alguns dias, nunca mais farei parte daquela escola novamente. Nunca mais poderei observar desatenta, as partículas de poeira dançando por dentre os fracos raios de sol da manhã, inocentes, faceiras. Não poderei mais observar da janela, o alto do prédio espelhado e imaginar que por trás daquele vidro, há um alguém, observando o alto da escola. Não poderei mais aprofundar meus olhos no céu azul, profundidade azul que acalma. Não poderei mais sentir o áspero da mesa na minha pele. Não poderei mais confortar o áspero do meu coração com aqueles sorrisos... aqueles rostos, os quais procuro ao entrar pela porta. Sinto um aperto no coração, um nó na garganta. Já sinto saudades antes mesmo de acabar. Já quero chorar e implorar pra voltar. Quero as risadas inconsequentes e os abraços sinceros. Quero as piadas infantis e os conselhos sábios. Quero o calor humano de quem me fez mais humana. Quero voltar no tempo e repetir incansavelmente esse momento que estive ali. Gritar, chorar, emudecer, deitar, lembrar, querer, nostalgia, dor, dor, dor, incansável dor... É na dor que damos valor e essas lembranças tem valor inestimável em minhas lágrimas. Elas caem e mancham minhas mãos com a essência de cada um (a) que eu conheci. Cheiro de sorriso, manhãs que não se importavam com o amanhã. Quão ingrata fui, ao imaginar que ali não era meu lugar e nem falta eu sentiria. Quão tola sou, por chorar infantilmente algo que não acabou ainda. Quão sincera sou em meus sentimentos fatigados. Quão eu feliz eu fui, por poder ter vivido tudo que vivi. E quão feliz serei, por levar essas memórias em meu coração por demasiado desgostoso de ter que dizer adeus, afundado em saudades. Deixo parte de mim ali, e levo parte dali no fundo de minh'alma. Amo vocês muito.
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