segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Soneto XVIII

Li um poema ontem de madrugada em um livro e achei lindo, de uma profundidade indescritível. É de William Shakespeare, porém o livro não é de sua autoria. A autora apenas fez menção ao poema em um momento no livro.

"Se te comparo a um dia de verão,
És por certo mais belo e mais ameno.
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia,
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na eterna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nessa terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver."

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